Mais de 500 animais, entre bovinos, ovinos e caprinos, podem ter morrido após a aplicação da vacina Excell 10, do laboratório Dechra Brasil, em propriedades rurais do Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão e Ceará. Os primeiros casos foram registrados em Simões (PI), onde a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural já confirmou mais de 150 mortes.
Foto: Reprodução/Governo do Piauí
Ovinos
Na última quarta-feira (20), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a suspensão imediata da venda e do uso dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina, além do recolhimento dos estoques. A Dechra informou, em nota, que já havia interrompido voluntariamente a comercialização e que colabora com as autoridades na investigação.
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A investigação teve início após os primeiros registros em Simões e Curral Novo do Piauí, onde mais de 100 mortes foram relatadas. Só em Simões, 11 produtores rurais disseram ter perdido parte significativa dos rebanhos; em um dos casos, um criador contabilizou a morte de 35 ovinos. Há também ocorrências confirmadas em Jatobá do Piauí, São Francisco de Assis do Piauí e em estados vizinhos como Sergipe e Maranhão.
Relatos de produtores apontam que os primeiros sintomas surgiram cerca de dez dias após a aplicação do imunizante, com inchaço no local da vacina, agravamento clínico e morte subsequente dos animais. Pequenos criadores relatam perdas superiores a 50% dos rebanhos, o que representa forte impacto econômico e social nas comunidades rurais.
Consequências para a pecuária
Além do prejuízo direto, há preocupação de que os episódios afetem a confiança nas campanhas de vacinação contra doenças como tétano, botulismo e enterotoxemia. Para reduzir os danos, algumas prefeituras passaram a oferecer assistência veterinária, apoio psicológico e orientação jurídica aos produtores.
O governo federal afirmou que as fiscalizações continuam e que a investigação busca esclarecer se os óbitos têm relação direta com falhas no imunizante. Enquanto isso, os criadores aguardam os resultados laboratoriais e cobram medidas de compensação pelas perdas.
Fonte: Portal AZ

