Paraná
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20 de setembro de 2025, 13:00
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Da Redação
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Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu um alerta sobre os casos de doença meningocócica registrados pela 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu, que no mês de agosto teve sete casos confirmados da Doença Meningocócica (DM), sem registro de óbitos.
Em 2025, a nível estadual, foram registrados 47 casos de doença meningocócica, com 12 óbitos. Na Regional de Foz do Iguaçu, foram 9 casos confirmados, com 2 óbitos.
“A meningite é uma doença que pode ser prevenida pela vacinação e com cuidados no dia a dia, como manter os ambientes ventilados e adotando medidas de higiene. Fazemos aqui o alerta desses casos e o reforço para que a população mantenha a caderneta de vacina atualizada”, disse o secretário de Saúde, Beto Preto.
A Doença Meningocócica (DM) é causada pela bactéria Neisseria meningitidis. É aguda e pode provocar quadros graves como meningite. As meningites bacterianas são transmitidas pelas vias respiratórias por gotículas, elevando o potencial de transmissão da doença que pode causar letalidade e graves sequelas, em especial nas crianças.
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SINTOMAS – As manifestações da doença são febre alta, dores de cabeça, rigidez da nuca, náuseas e vômitos, podendo apresentar manchas avermelhadas na pele. Esse último sintoma ocorre, em sua maioria, entre 3 a 4 dias após o contágio, podendo se manifestar entre 2 a 10 dias do período de incubação.
Em caso de algum sintoma, a Secretaria de Saúde recomenda que uma unidade de saúde seja procurada imediatamente.
VACINAÇÃO – Crianças menores de cinco anos estão na faixa etária de maior risco de adoecimento para DM, em especial as com menos de um ano. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina meningocócica C (conjugada) para crianças a partir de 3 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, sendo idealmente aplicada entre os três e cinco meses de vida.
A partir de julho de 2025, o reforço aplicado aos 12 meses de idade passou a ser feito com a vacina meningocócica ACWY, que amplia a proteção também contra os sorogrupos A, W e Y, recomendada também para os adolescentes. No SUS ela é aplicada para a faixa etária de 11 a 14 anos, como estratégia para diminuir a circulação da doença, pois os adolescentes e adultos jovens são os principais portadores assintomáticos.
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Em 2024, a cobertura vacinal no estado foi de 91,89% na primeira dose (menores de 1 ano). Já em 2025, até o momento, a cobertura está em 83,15%.
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CUIDADOS – Além da vacinação, a Secretaria orienta para que a população adote medidas de prevenção, como manter ambientes bem ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações em locais fechados e não compartilhar objetos de uso pessoal e etiqueta respiratória.
Para os profissionais da saúde, a recomendação é redobrar a atenção para o diagnóstico precoce e adoção imediata de medidas de isolamento e tratamento, além da notificação obrigatória de casos suspeitos ou confirmados em até 24 horas. A Sesa também reforça a necessidade de coleta de amostras clínicas adequadas e a avaliação de contatos com casos suspeitos para possível quimioprofilaxia, evitando assim o aumento de casos da doença.
Fonte: Governo PR
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4 minutos ago
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20 de setembro de 2025, 13:00
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Da Redação
A Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) publicou nesta sexta-feira (19) uma nota técnica com orientações aos produtores rurais do Estado após a identificação de casos suspeitos de mortes em bovinos, ovinos e caprinos possivelmente relacionados ao uso de vacinas veterinárias.
Segundo a nota, emitida com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram identificados eventos adversos graves — com evolução para óbito — após a aplicação dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina Excell 10, produzida pela Dechra Brasil Produtos Veterinários, utilizada na prevenção de clostridioses (doença causada por bactérias do gênero Clostridium, que são encontradas no ambiente e no intestino dos animais).
O chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, ressalta que a vacinação contra clostridioses é importante, mas com uso de vacinas adequadas. “Todas as ações necessárias estão sendo realizadas, os comerciantes já foram comunicados, as vacinas já foram retiradas do comércio, agora a ideia é atingir os produtores para que eles não usem essas vacinas”, afirma Rafael.
Até o momento, 612 mortes suspeitas estão em análise. Os casos começaram no Piauí, mas já há registros em outros estados, inclusive no Paraná, ainda em investigação para confirmar possível vínculo com a vacina. A causa das mortes não foi confirmada, mas o Ministério determinou a interdição total da vacina Excell 10, como medida preventiva.
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Em 10 de setembro, o Mapa comunicou também a identificação de alterações na produção da vacina Resguard Multi, da fabricante Vaxxinova International B.V., cuja produção foi suspensa.
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ORIENTAÇÕES AO PRODUTOR – Com relação à vacina Excell 10, todos os lotes permanecem interditados para venda ao consumidor final. Os comerciantes que possuem estoques interditados desse produto devem mantê-los sob refrigeração e aguardar novas orientações por parte da Adapar, podendo também optar pela devolução do produto ao distribuidor/fabricante, comunicando previamente a agência.
Com relação à vacina Resguard Multi, as ações de apreensão cautelar das partidas estão sendo tomadas pelo Sisa-PR/Mapa e a fabricante Vaxxinova; os comerciantes que possuem estoques do produto devem consultar seus distribuidores sobre o processo de recolhimento, caso este seja definido.
Com relação a suspeitas de mortalidades associadas ao uso de vacinas contra clostridioses, a orientação é para os produtores fazerem a notificação da morte dos animais através do e-SISBRAVET ou diretamente no escritório local da Adapar mais próximo. A recomendação é para que os produtores também comuniquem as mortalidades pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor dos laboratórios fabricantes.
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VACINAÇÃO CONTINUA SEGURA E NECESSÁRIA – Apesar das investigações em andamento, a Adapar reforça na nota técnica que a vacinação contra clostridioses continua sendo uma prática essencial e eficaz na proteção dos rebanhos contra doenças de alta letalidade.
Além disso, o consumo de carne e produtos de origem animal continua seguro, desde que proveniente de animais saudáveis e inspecionados pelo serviço veterinário oficial.
A Adapar permanece à disposição para esclarecer dúvidas e continuará atualizando os produtores sobre quaisquer novos desdobramentos do caso. “Em caso de dúvidas, ou animais que venham a falecer em razão do uso de vacinas que os produtores entrem em contato com a Adapar para que a gente possa fazer a investigação”, afirma Rafael Gonçalves Dias.
Fonte: Governo PR
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