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z z á g REVITALIZAÇÃO ZERO HORA, QUINTA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE “q ESTUDO DA Pucrs Aproximadamente 50 operários trabalh Era Ae am para concluir a reforma Lago do Parcão deve ser entregue em fevereiro LUIZ DIBE luiz dibeOzerohora.com.br A revitalização do Lago do Parque Moinhos de Vento devolverá beleza e proporcionará condições para a manutenção de um elemento incomum nos cenários urbanos.
O Parcão, como é chamado pelos porto-alegrenses, tem em seu lago um refúgio natural transformado em habitat para centenas de exemplares da fauna silvestre e exótica.
A previsão de entrega do espaço foi transferida de dezembro do ano passado para fevereiro.
— Tartarugas, cágados, diversas espécies de peixes e de aves foram sendo introduzidos neste espaço pela comunidade ao longo de muitos anos. Tornou-se um refúgio na cidade, onde os animais habitam, utilizam como ambiente de alimentação e de reprodução - explica o biólogo Bruno Fraga, um dos responsáveis técnicos pela benfeitoria.
No canteiro de obras, cerca de 50
operários manejam ferramentas e produzem barulho dissonante com a calmaria habitual. Fraga diz que a época é de desova dos répteis. Ele aponta o local onde estão os ninhos. Filhotes, em breve,
vão integrar o ambiente.
Habitat 6 6
Para reconstituir o habitat, um longo Tornou-se um grama e plantas ornamentais.
O tradicional Moinho de Vento foi recuperado. A cascata que dele flui foi reconstruída. Juntamente com um chafariz que foi instalado no centro do lago, provocará a circulação da água,
refúgio na cidade, E 2
processo de desasso- o os animais qualificando a oxigeem foi pré habitam, utilizam — nação a a o. poa removidos como ambiente de ini a natu-
5 mil metros cúbicos alimentaçõoede — Tezano ocal.
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- Foi a etapa mais demorada do trabalho. O lago estava extremamente assoreado e sua fauna estava em risco. A área estava bastante degradada - conta a arquiteta Simone Tomás Rosa,
também responsável técnica na atividade.
Simone explica que pedras foram colocadas nas margens em toda a extensão do lago para proteger as bordas da erosão e impedir a aceleração do assoreamento. Jardins do entorno serão recuperados, com colocação de
, do com o desenho dos jardins. Area de recreação infantil foi criada. Lixeiras e outros equipamentos serão instalados.
A intervenção é resultado de Termo de Alienação de Solo Criado por Contrapartida (TASCC),
firmado com a construtora MeInick para a aquisição de índices construtivos necessários para a implantação de empreendimento na avenida Nilo Peçanha. A estimativa é de que sejam investidos R$ 2,721 milhões, incluindo projeto, gerenciamento e execução.
No outro lado dos tapumes onde acontecem as benfeitorias, a espera pela conclusão provoca apreensão,
sobretudo entre comerciantes do polo gastronômico da Rua Comendador Caminha.
— A falta do estacionamento afasta parte da nossa clientela que vem ao Parcão para seu lazer,
mas não consegue permanecer tempo suficiente para frequentar os restaurantes. A obra começou bem no período de recuperação da economia após a pandemia. A queda no faturamento foi de cerca de 30% — diz a empresária Gabriela Lauer.
Segundo ela, no entanto, a proximidade da conclusão abre um novo cenário.
— O sentimento no começo é de que nunca vai acabar. Mas estando próximo da conclusão, a perspectiva é positiva. Tomara que fique um lugar atraente para as pessoas.
Para o gerente de outro restaurante,
Felipe Campos, a aparente desorganização do espaço afugenta a freguesia. Ele relata que o estabelecimento, que trabalha com oferta de saladas e sucos como refeição, serve cerca de
100 refeições diariamente.
— Poderíamos servir muito mais com a área liberada. O final desta reforma cria uma boa expectativa —
define Campos.
Mais de 30% das crianças do RS estão na linha da pobreza CHRISTIAN BUELLER christian.buellerOzerohora.com.br Dados apurados no relatório
“Pobreza infantil no Rio Grande do Sul entre 2012 e 2022” apontam que 244 mil crianças estavam na linha da pobreza, em 2022, o que representa taxa de 30,2%. Na linha da extrema pobreza, eram
379 mil crianças nesta faixa etária
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Pucrs Data Social: Laboratório de desigualdades, pobreza e mercado de trabalho, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs).
Em valores mensais de 2022, a linha da pobreza é de R$ 636,52
per capita e a linha de extrema pobreza é de R$ 199,78 per capita.
Crianças que vivem em domicilios com renda por pessoa até esses valores são consideradas em situação de pobreza e pobreza extrema, respectivamente.
Fonte Os especialistas utilizaram como fonte de dados a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADo), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O dado considera crianças de até cinco anos, 1 meses e 29 dias.
A professora Izete Pengo Bagolin, que trabalha nos programas de Pós-Graduação em Economia e Serviço Social da Pucrs e é uma das pesquisadoras responsáveis pelo levantamento, ressalta:
— A taxa de fecundidade é bem mais alta na população menos abastecida.
Segundo o estudo, mais de
60% das crianças moravam em domicílios que estavam entre os 30% mais pobres do Estado.
De acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde
(OMS), habitações superlotadas aumentam a probabilidade de doenças infecciosas e demais enfermidades físicas e mentais.
O relatório cita uma “multidimensionalidade das privações sofridas por essas crianças”,
ou seja, vários fatores além dos econômicos que precisam ser enfrentados.
As crianças negras apresentaram taxa de pobreza que é praticamente o dobro em relação às brancas, 50,5% contra 25,6%. Já sobre localização de moradia, a pobreza infantil em áreas rurais é maior (35%) se comparado aos
29,5% no ambiente urbano.
Futuro é comprometido Em termos de comparação, o RS apresenta a segunda menor taxa de pobreza infantil do país,
sendo esta significativamente menor que a taxa nacional (49,9%).
Do mesmo modo, os números do Estado em 2012 eram cerca de 5%
acima do registrado em 2022.
No entanto, o coordenador do Pucrs Data Social, o professor e doutor em sociologia André Ricardo Salata, não comemora:
— A taxa de pobreza na casa dos 30% é, praticamente, um terço das crianças, em um dos Estados de maior renda do país.
É uma taxa que se mantém relativamente estável nas últimas décadas, com pouca variação. E isso é gravíssimo. Mesmo que se resolvesse a questão monetária,
ainda seria preciso olhar para as desvantagens citadas antes.
Salata reitera que as famílias sem recursos, não só financeiros,
têm menos condições de oferecer os estímulos necessários ao desenvolvimento.
— Crescem com suas capacidades e habilidades limitadas.
Se não as adquirirem na primeira infância, será mais difícil de conseguirem no futuro. Os efeitos da pobreza para pessoas até os seis anos de idade são acumulativos — relata o sociólogo, pontuando ainda a existência de pesquisas que atestam a relação entre condições dificeis na infância com mais chances de evasão escolar,
problemas de saúde e gravidez na adolescência.
petaheza Oy O estudo criou um cenário hipotético para verificar qual seria o recurso necessário para eliminar a pobreza e a extrema pobreza infantil do RS. A erradicação ocorreria com investimento anual de R$ 2,3 bilhões
197 milhões por mês) para o primeiro caso e R$ 128,5 milhões para o segundo.
— Estes valores representariam,
respectivamente, e de modo aproximado, 0,39% e 0,02% do valor do Produto Interno Bruto
(PIB) do RS em 2022 — acrescenta André Salata, reconhecendo que o custo hipotético é elevado.

