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ESPECIAL ESG AGRO Nas fazendas da companhia, aplica-se o Amaggi Regenera,
um programa que foca em melhorias na gestão de pessoas,
saúde do solo, conservação de biodiversidade e outras técnicas agricolas para promover a sustentabilidade e o aumento da produtividade das lavouras. “Fizemos um grande trabalho com a Embrapa e outras instituições de pesquisa para criar indicadores para a implantação de uma agricultura regenerativade larga escala”, diz Juliana.
A companhia investiu R$ 120 milhões na construção de uma fábrica de bioinsumos em Cuiabá para atender à demanda de manejo de suas lavouras contra pragas e doenças de maneira mais sustentável, reduzindo a necessidade de aplicação de defensivos químicos. A Amaggi afirma querer inspirar comunidades e multiplicar as boas práticas no campo.
Para isso, criou o Protocolo de Certificação do Amaggi Regenera, lançado neste ano.
Entre os esforços para a redução de emissões de gases de efeito estufa e otimização operacional, a Amaggi ainda conduz estudos com o uso de biodiesel puro, o chamado B100,
ou seja, 100% de biocombustível, sem percentual de mistura com o petróleo. Com autorizações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a empresa adaptou caminhões, máquinas agricolas e embarcações para realizar estudos e utilizar o combustível B100 fabricado à base de soja, com origem em uma fábrica da empresa em Lucas do Rio Verde
Em comparação com ouso de combustíveis fósseis, amudança para o B100 promove uma redução de aproximadamente 99%
das emissões de CO2. “Já entregamos os primeiros resultados para a ANP e ampliamos os estudos. Temos 100 caminhões que rodam exclusivamente com o B100”, conta Juliana.
BIORRACIONAIS Para a Sumitomo Chemical, fabricante de defensivos que teve receita líquida de R$ 3,9 bilhões no Brasil em 2024, a sustentabilidade é um pilar de negócios. “A busca por práticas agrícolas mais sustentáveis exige das empresas constante inovação e investimentos em pesquisa. Esse contexto demanda estratégias bem estruturadas para garantir eficácia no campo e competitividade no setor”, diz Renata Bergamo, gerente sênior de stewardship, sustentabilidade e propriedade intelectual da Sumitomo Chemical Latin America,
Segundo Renata, a companhia investe 7,5% do seu faturamento global em pesquisa e desenvolvimento e promete inovar principalmente no segmento de produtos biológicos ou de origem natural, que chama de “BioRacionais”. Essa categoria de produtos, que promete melhorar o manejo do solo, otimizar a aplicação de insumos e elevar a produtividade agrícola,
respondeu por 15% do faturamento das vendas da Sumitomo Chemical no Brasilem 2024.
Um dos principais compromissos da Sumitomo Chemical é atingir o status net zero até 2050. A companhia conquistou o Selo Ouro do Programa Brasileiro de GHG Protocol duas vezes,
por ter realizado inventário GEE completo e verificado em relação às emissões de 2023 e 2024. Segundo Renata, o inventário de gases de efeito estufa comprovou que grande parte das emissões diretas da Sumitomo Chemical acontecem nos deslocamentos de sua frota comercial. “Essas informações foram essenciais para que a companhia acelerasse a implementação de um sistema de telemetria que, além de aumentar a segurança viária, poderá ajudar a reduzir as emissões de carbono” Em
"FIZEMOS UM GRANDE TRABALHO COM A EMBRAPA E OUTRAS INSTITUIÇÕES DE PESQUISA PARA CRIAR INDICADORES PARA A IMPLANTAÇÃO DE UMA AGRICULTURA REGENERATIVA DE LARGA ESCALA."
JULIANA LOPES,
DIRETORA DE ESG,
COMUNICAÇÃO E COMPLIANCE DA AMAGGI
2025, o uso desse sistema será ampliado para toda a frota comercial da empresa,
que soma 194 veículos.
Outra linha de investimentos foca em energia solar e eólica. No ano passado, foram instalados painéis solares no centro de pesquisa da empresa em Mogi Mirim (SP) e no complexo industrial em Maracanaú “Temos o compromisso de ter nossa planta industrial no Ceará operando com 100% de energia de fontes renováveis”, afirma aexecutiva.
Outra empresa que vem implementando ações com foco ESG na agricultura e na pecuária é a RAR Agro
& Indústria, companhia de Vacaria
(RS) que prevê fechar 2025 com faturamento de R$ 580 milhões com a sua produção de maçãs, uvas, azeitonas,
queijos e vinhos. A empresa está investindo em aumento do plantel de animais, de área plantada e de produtividade. A meta é crescer cerca de 10% ao ano e ter receita líquida de R$ 1 bilhão até 2034, em sintonia com a política ESG para reduzir a pegada de carbono e otimizar operações.
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