Com a queda nas temperaturas e o aumento das doenças respiratórias, cresce também
o costume e o risco da auto-medicação.
Dados recentes mostram que nove em cada dez brasileiros tomam medicamentos por conta
própria, especialmente antigripais, analgésicos e charopes.
Mas o que pouca gente sabe é que esse hábito, aparentemente inofensivo, pode esconder sinais
de doenças mais sérias ou até provocar reações perigosas.
E nós vamos conversar agora aqui na Rádio CBN com o médico autorinularincologista Enrique
Furlã.
Ele pode melhor explicar o que realmente funciona na prevenção, quando procurar ajuda médica
e porque os remédios de prateleira podem fazer mais mal do que bem.
Doutora Enrique Furlã, muito bom dia seja bem vindo aqui a Rádio CBN.
Muito bom dia, obrigado pelo convite, um prazer falar com você com todos os ouvidos
da CBN.
Doutora, Guarulhando para essa questão do momento, né, a situação de momento, gripes,
resfriados e essa auto-medicação que pode sim mas caráceis em tomas até gravar doenças,
porque que ainda hoje doutor tantas pessoas recorrem auto-medicação mesmo com tanta
informação disponível?
O problema é que a gente encontra constantemente no constório, existe uma falta de conscientização
em relação ao tipo de medicamento para aquele tipo de problema, o tipo de medicamento
que a gente pode utilizar para resolver uma situação específica.
É comum, por exemplo, nessa época a gente tem paciente com remédio, senzite e esses
sintomas acabam se sobrepondo, né?
Então é importante a gente ter uma avaliação médica exatamente para saber oriental a
nossa paciente com a medicação correta.
E assim, existe doutora um perfil mais comum entre os que se auto-medicam nessa questão
fecheta área, a condição socioeconômica, ou é mais um hábito cultural mesmo e presente
na nossa sociedade?
Infelizmente, algo bem enraizado, infelizmente, né?
A gente vê muitos pacientes de diversas classes sociais, de diversos níveis econômicos
e de diferentes perfis também.
É muito comum, principalmente os pacientes mais idosos, porque eles acabam tendo acesso
a grande quantidade de prescrições, de medicamentos, então eles são pacientes que geralmente
são um pouquinho mais difíceis da gente lidar, porque tem que convencê-los de que eles
precisam de uma avaliação antes de sair tomando remédio principalmente.
E nessa relação de convencimento, trazendo a informação como tem que serem, então, quais
são doutoros riscos reais de tomar medicamento e sempre inscrição, mesmo os mais
sopulares como antigripais e analgésicos?
Exato, é uma ótima pergunta, viu?
Porque geralmente, quando a gente orienta o paciente, a gente parte de uma história clínica,
a gente faz uma boa naminésia, faz um bom exame físico, e aí a gente, obviamente,
orienta o paciente, qual a medicação correta para aquele momento.
O paciente que parte do princípio, que ele sabe qual é o sintoma dele, consequentemente
qual o diagnóstico, ele já vai em direto para farmácias, já vai comprar medicações que,
como você disse, podem mascarar algo pior.
Então, por exemplo, existem medicações que se a gente toma uma tosia a mais podem causar
problemas renais, como é o caso de anti-inflammatórios, ou, por exemplo, causar até mesmo
o lesão do fígado, como é o próprio medicamento para febre, então, dozes altas dessas
medicações podem legionar órgãos vitales e podem causar grandes problemas de salvo
de depois.
Então, é sempre importante a partir da identificação de um sintoma procurar pela
ajuda médica exatamente para saber qual é a doze e qual é a forma de tomar essa
medicação.
Outro momento também importante é entender os sintomas, nesse momento dos sintomas simples,
como febre, como dor de garganta, que podem indicar de algo mais sério do autor.
Então, traz para a gente, em que momento, realmente, esses sintomas simples podem indicar algo
mais sério quando a gente está falando aqui de uma febre ou de uma dor de garganta?
Geralmente, quando a gente encontra um paciente, com uma dor de garganta associada a uma dificuldade
de engolir e febre significa que é uma informação já partindo para uma infecção, que talvez
não seja tão simples, então é necessário se em fazer uma avaliação.
E principalmente nas situações de febre alta, que já começa a se manifestar com febre
alta, a cima de 39 graus, já é importante procurar o serviço, né?
Além disso, os sintomas de dor de garganta ou febre associada a falta de ar, desconforto
para respirar, dificuldade para puxar o ar, isso também é importante, que o paciente
se conscientize que ele tem que imediatamente procurar o serviço do saúde.
Essa questão da dor de garganta é do autor para cada paciente também claro, indicado
um tipo de tratamento de acompanhamento dependendo o tipo porque dessa dor de garganta.
Eu falo isso porque muitos pacientes esqueciam aqui para a gente que foram procurar
um atendimento médico em dor de garganta e sairão insatisfeitos porque não receberam
a tal bezer tacil que para ele seria assim um remédio único para todos os tipos de dor
de garganta e não é bem dessa forma, né?
Exatamente, é que desde a década de 1930, quando a gente começou a ter o antibiótico,
é no popular, começou a ter a consciência de que é o antibiótico que resolve os problemas,
só que para a dor de garganta, infecções das vias aéreas, a maioria dos agentes causadores
são vírus, cujo o antibiótico não é ser feito nenhum.
Então não adianta pensar que o antibiótico é que vai resolver, né?
Quando a gente fala de doenças virais, muitas vezes o sintomático, o repou, o hidratação
e simplesmente esperar o tempo de evolução da doença são suficientes.
Ou o antibiótico, esse caso, é reservado para situações onde evidentemente a gente tem
uma infecção bacteriana ou quando a gente vê que um quadro do paciente está evoluindo
para a infecção da actaheriana.
Então, a gente tem que fazer essa avaliação exatamente para deixar o nosso paciente consciente
dessa orientação.
Então, para ficar bem claro para a nossa audiência, doenças virais não são tratadas como
antibiótico.
Correto, exatamente.
E, da ali para frente, somente, claro, por indicação médica, avaliando cada caso, observando
a situação do paciente se pota evoluindo ou não para uma complicação bacteriana, que
aí sim se recomendaria o uso antibiótico, que é um medicamento, né?
Doutor, que precisa também ser utilizado com muito cuidado, realmente seguir exatamente
o tempo certo dessa prescrição, já que muitos pacientes acabam interrompendo na metade
do caminho e depois trazem novas complicações justamente pelo uso desse antibiótico,
que é o Brasil de forma incorreta.
Perfeitos, existem diversas diretrizes, tanto nascionais quanto internacionais, que é a
ponta que você pode, como médico orientar o paciente, a retornada, dentro de dois, três
dias, até para pedir para ser reavaliado, ver como que tal o esanifísico desse paciente
e ver o que mudou em relação ao dia da primeira consulta.
Até nesse momento, você consegue ver essa evolução e consequentemente a prescrição
do antibiótico sendo necessário.
E, como você reforçou?
Tem muito paciente que começa os ao antibiótico, se sentindo melhor em poucos dias, já
abandona o antibiótico, já deixa de tomar a prescrição completa.
E a gente reforça o propaciente, que é necessário manter o uso da prescrição conforme a data
de prescrição conforme o tempo que foi prescrito, essa medicação, exatamente para a gente
não ter o risco de desenvolver a resistência bactiriana, que infelizmente tem se tornado
algum medo entre os médicos que fazem aí a prescrição segura dos antibióticos.
E por que essa preocupação por parte dos médicos?
O que está por trás da resistência bactiriana envolvendo a saúde da população, doutor?
Porque conforme você começa a ter resistência de bactérias para antibióticos que são
entre aspas comuns, esses que a gente consegue comprar em farmácia, vai chegar a um momento
que pela resistência bactiriana, você só consegue fazer o tratamento medicamento
com esse paciente internado fazendo o uso da imedicação endovelosa, por exemplo.
Então existem medicações sendo desenvolvidas, classes de antibióticos sendo desenvolvidas
para pegar exatamente esses microorganismos subsistentes.
Infelizmente isso está ficando comum e infelizmente a gente começa a ver pacientes sendo internados
só para fazer antibiótico terapia.
E a comum também é doutor infelizmente esse uso, o combinado de vários medicamentos
para a gripe, pega um pouquinho daqui, um pouquinho da líquia, quando vê a cinta em tudo
junto ao mesmo tempo utilizando, qual é o risco dessa mistura envolvendo o uso combinado
de vários medicamentos que riscos e sofre a seu organismo?
Isso que a gente chama de pólio farmácia é muito comum, principalmente nos idosos,
a gente falou agora pouco do perigo, que muitos idosos já conhecem esse remedinho,
já funcionou, já vou tomar esse daqui porque eu sei que funciona.
Infelizmente a gente vê que nos idosos, a gente tem aquela questão do metabolismo, ser um
pouco mais lento, a gente começa a ter doses acumuladas dentro do organismo e que podem
gerar sintomas dos efeitos colaterais dessas medicações.
Então eu posso ter desde queda do nível de consciência, alterações da pressão, alterações
da agressemia, açúcar do sangue, retenção urinaria, dose.
E aí, quando começa a ter esse sintoma, eu vou buscar outra medicamento para melhorar
esse sintoma, quando o segundo medicamento pode gerar mais um sintoma e vira uma cascapa,
né?
E ser feito cascapa é o que a gente tenta cortar quando a gente perde para o paciente passar
no médico, fazer uma avaliação adequada exatamente para corrigir esse tipo de pólio farmácia.
Estamos conversando aqui na RAI do Sebeni com doutora Henrique Forlã, médico, otorino,
larim, gologista.
Doutora Henrique, remédios naturais ou caseiros também podem trazer efeitos a diversos
ou mascarar sintomas?
Também podem, a gente orienta no constróer que algumas medicações caseras, né, aquele
famoso chá de limão com mel, chá de limão com gêndibre, né?
Pelo calor, né?
E pelo efeito de algumas substâncias frente em formatórias, presentes nessas substâncias
também podem aliviar os sintomas, mas a nível de forma limitada.
Mas as medicações naturais e hoje a gente também vê algumas farmácias de prescrições
de medicações ditas naturais, né, sem conservantes, essas coisas, a gente também tem
que tomar um pouco de cuidado, porque também podem ter escola-queral, também podem causar
intoxicação, principalmente quando a gente fala tanto de crianças quanto principalmente
dos idosos.
Nessa questão das baixas temperaturas, o frio por si só ele baixa a imunidade ou o problema
está mais no comportamento das pessoas nessa estação.
É um combinado das duas situações, na verdade.
Tem um estudo que foi publicado, acho que há uns dois anos atrás que mostrou que realmente
o frio pode dificultar, atrasar, retardar a liberação de algumas visícolas que são
ativas do nosso sistema imunológico, daquelas células que participam do sistema imunológico.
Então elas ficariam mais lentificadas e aí realmente pode facilitar as infecções oportunistas.
Mas o que a gente mais vê nessa época é, baixota a temperatura, eu já deixo de lavar
as mãos, baixota a temperatura, eu já fecha a janela, não deixo circular lá, isso proporciona
um ambiente ideal para que você desenvolva a circulação de vírus e pactérias, o que
pode causar as infecções entre as pessoas nesse espaço comum.
Então esse resposta nessa época é exatamente tipo de cuidado, né, de proporcionar o
massa de circulação do ar, de não esquecer de lavar a mão, de não esquecer de usar o alco-origelo,
de não esquecer de usar as máscaras quando a gente está com algum sintoma agripal,
exatamente para evitar a propagação desses vírus e pactérias.
Ou seja hábitos aprendidos na pandemia, que naquele momento era muito comum fazer a
parte do nosso dia a dia, ainda são eficazes para evitar doenças respiratórias comuns
nesse momento presente, doutora.
São extremamente necessários e assim eu sou um profissional que sempre reforça exatamente
isso que você colocou.
Durante a pandemia a gente aprendeu a se proteger e a evitar a transmissão de agentes causadores
de gripe, seriado ou outros problemas respiratórios.
E eu chamo-se em atenção dos pacientes quando eles estão na ambulatório, quando eles estão
na sala de espera.
Se vocês estão com sintomas de paz, vai para o Cralmético, lembra de levar a sua máscara
porque isso ajuda a proteger as pessoas que não estão com sintomas de gripe, que foram
médico por qualquer outro motivo.
E a vacinação, a vacinação contra a gripe, ela continua sendo uma das estratégias
mais importantes?
A vacinação é sempre importante, eu to com uma ilinha de cinco indo para seis meses
de idade e eu faço questão de levá-la em todas as vacinas que estão programadas para ela
e eu reforço isso para os alunos, eu reforço meus acadêmicos, eu reforço isso para os pacientes,
a vacina te proporciona uma imunidade, pode ser que ela não em peça, nem você ter aquela
doença naquele, mas pelo menos pode te ajudar a impedir as formas graves de manifestação
daquela doença.
Então sim, a vacinação continua sendo importantíssima no nosso dia a dia.
E nessa linha de importância do autor também falando sobre alimentação, hidratação e
descanso, realmente tem um impacto direto na prevenção de gripes e resseirados?
Com certeza, então uma alimentação adequada, balanceada, rica em vitaminas, rica em fibras,
uma hidratação bem feita ao longo do dia e o reponso adequado garante em que o nosso sistema
imunológico continue ativo e funcionante.
Então ter uma alimentação com um prato bem colorido, cheio de fibras, ortalistas, proteínas,
ajuda bastante.
Lembra que o nosso corpo é pelo menos 70% de água, então a gente tem todos os nossos
mecanismos, todas as nossas atividades, corpórias, detendem de água, então a gente precisa
de água e mais do que nunca o repouso é fundamental, a gente tem aí perdido horas e horas
à noite na cama, vendo celulares e a gente não pode esquecer que era assim, mas
me fechar o olho começar de se cansar, para que o nosso corpo tenha toda aquela reprogramação
para que no dia a segunda a gente tenha uma boa atividade, um bom cotidiano, um bom
desenvolvimento das nossas atividades.
Queria aproveitar esse gancho que o senhor mencionou nessa questão de realmente aproveitar
a noite para descansar, então como preparar, né, com preparar um ambiente doméstico para
reduzir riscos, envolvendo aí complicações com a nossa saúde, especialmente durante a noite.
Vamos fazer essa orientação para nossa audiência, por favor?
Bom, vamos lá.
Quarto serve para dormir, né, não é para ter televisão, não é para ficar ouvindo
música, então a gente tem que ter um ambiente adequado, uma temperatura entre 22 e 24 graus,
ele tem que ser escuro, não pode ter nenhum ruído que possa intercer ir ou acordar o nosso
paciente durante a noite, nessa época do ano, algumas sejões do Brasil costumam ficar
um pouco mais úmida, né, às vezes tem um período de maior quantidade de chuvas,
mas na grande maioria do Brasil a gente começa a ter a redução da humidade relativa
do ar e a humidade abaixo de 60% é prejudicial para as via as aéreas, então se
puder colocar uma vacia com água, um umitificador, uma toalha, a umida pendurada na janela, já
ajuda a aumentar essa humidade relativa, o que também ajuda a melhorar a qualidade do
ar que a gente respira.
Um banho não tão quente, também já ajuda a relaxar, já é o suficiente para você começar,
inclusive a um metabolismo do nosso corpo para entrar na hora do descanso, evitar as atividades
físicas no começo da noite, né, tem gente que gosta de mariar 10 horas da noite, isso libera
muita adrenalina, pode aumentar a pressão, pode dificultar o início do sono e evitar também
grandes quantidades de refeição, né, então fazer poucas quantidades, uma pequena quantidade
de refeição, já é o suficiente para a gente poder dormir sem problemas estomacais que
podem também causar refluxos, podem piorar a nossa qualidade do sono.
O ouvintes pedindo aqui também, doutor, quais cuidados extras devem ter quem sofre de
remite, sinosite ou asma nessa época do ano?
É uma ótima pergunta nessa época do ano, a gente dispara os casos dessas itis aqui na
cidade, acho que em Brasil todo, né, é muito comum, né, a gente tem por conta da
umidade baixa, paciente que começa a ter crise de remite e porque ele também esquece
de fazer a lavagem nasal com o soro fisiológico.
Eu gosto de orientar os pacientes, né, que da mesma forma que a gente se coa os dens,
que a gente faça refeição, que a gente toma banho, a gente pode lavar o nariz, quando
começa a ter sintoma nasal, então começou a cofrar um pouquinho o nariz, começou a sentir
o nariz um pouquinho impito, você pode lavar o nariz com o soro fisiológico, a gente
tem diversos dispositivos, seringa, dispositivos de alto-volube, então então a gente tá
muito bem rico aí de opções para fazer a lavagem nasal.
Limpar a casa sempre é importante evitar o acúmulo de poeira dentro da casa, então
se possível usar um tanúmbio para retirar poeira de cima dos móveis, tirar poeira de
baixa ali no chão, de baixo da cama, né, isso ajuda a melhorar o qualidade do ar que a
gente respira e pra quem faz uso de medicação não pode esquecer, né, na época do frio,
você pode ter aesa, ser bação dessas doenças respiratórias, então se usa a
medicação e tá acabando, jamais com uma consulta com o seu médico, pra ver se você já
pode renovar essa prescrição, até pra continuar usando e não ter o risco de você ficar
um período sem a medicação.
E depois dessa aula direcionada pra nossa saúde e doutor, muito obrigada, tá muito obrigado
a mesmo por estar conosco-se o seu senhor quiser passar alguma informação, a mais pra
fechar nossa entrevista, fica à vontade.
Olha, eu acho que assim, a gente não pode ser nem oito nem oitenta, né, é uma vida
equilibrada, ajuda muito o que a gente continua e tendo qualidade de vida, então a gente
tem que saber que equilibrar as nossas decisões, acho que isso é o mais importante.
É isso aí, muito obrigado, um bom dia, até uma próxima oportunidade.
Muito obrigado pelo convite, fica a disposição uma ótima semana.
Cuidando da nossa saúde, um olhar especial agora, né, pra esse momento envolvendo
que é das nas temperaturas e esse aumento das doenças respiratórias, crescendo também
o costume, o risco, da tão perigosa auto-medicação, e essa conversa aqui na Rádio CBN, com
médico autorinular engologista, o doutor Henrique Furlan.

