A gaúcha Ana Helena Ulbrich apareceu na lista das cem pessoas mais influentes em Inteligência Artificial no mundo em 2025 da revista americana Time. Aparece entre as 24 indicações na categoria Inovadores. Mas está na mesma relação em que constam Elon Musk e Mark Zuckerberg. Mas é melhor do que eles. Não só porque é mulher e gaúcha, mas porque desenvolveu um sistema que realmente resolve uma "dor". Mas quem é ela?
Ana Helena é cofundadora e diretora executiva da No.Harm.ai, deep tech instalada no Parque Científico e Tecnológico da Pucrs (Tecnopuc). Integra o Navi, hub de inteligência artificial e ciência de dados do Tecnopuc e Wisidia. A deep tech desenvolveu um sistema de inteligência artificial para dar mais eficiência à farmácia clínica, com foco em análise de prescrição de medicamentos.
A NoHarm.ai surgiu de uma inquietação de Ana Helena, que tem graduação em Farmácia e é mestre e doutora em química pela UFRGS e especialista em segurança do paciente pela Fiocruz. Começou com sua atuação como farmacêutica no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.
Ao identificar que a sobrecarga de trabalho dos profissionais gerava risco aos pacientes, provocou o irmão, o cientista de dados Henrique Dias, que estava fazendo doutorado na Pucrs, a direcionar sua pesquisa para criar soluções capazes de solucionar esse problema. Juntos, fundaram a startup em 2019.
— A NoHarm.ai nasceu da necessidade de garantir a segurança do paciente. Nosso objetivo é impactar o sistema de saúde como um todo, melhorar do SUS ao atendimento privado usando a ciência para garantir a qualidade e eficiência dos serviços — diz Ana.
Sua startup já recebeu investimentos para desenvolvimento de soluções da Bill & Melinda Gates Foundation, do CNPq, do BNDES e da Umane para o desenvolvimento de novos projetos para o SUS, além de três prêmios do Google Latin America Research Awards (Lara) e Llama Impact Innovation Awards, da Meta.
A NoHarm.ai se desenvolveu no Tecnopuc, um ecossistema de inovação global que, entre suas diversas frentes, promove a conexão entre pesquisa científica e mercado.
— Estamos muito felizes em ver a Ana Helena nessa lista e celebramos com a NoHarm.ai cada vida que impactam com a solução desenvolvida. É um exemplo que demonstra como um ecossistema conectado é capaz de transformar pesquisa de ponta em impacto real para as pessoas. É isso que buscamos fazer aqui no Tecnopuc — diz Flavia Fiorin, diretora do Tecnopuc.
Leia mais na coluna de Marta Sfredo

