16 o BAURU, 4 a 10 de outubro de 2025
Jornal da Cidade Desigualdade e pobreza têm menores níveis nas capitais Queda dos indicadores, contudo, não significa que contrastes tenham desaparecido dos grandes centros urbanos do Brasil rasília - As regiões metroBpolitanas do Brasil registraram em 2024 os menores níveis de desigualdade de renda e pobreza de uma série histórica iniciada em 2012.
É o que aponta a 16º edição do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido pelo Observatórespectivamente.
A diferença de 15,5 vezes é a menor da série, mas ainda mostra um quadro “muito ruim” em termos de distribuição de renda, segundo André Salata, coordenador do Pucrs Data Social.
Salata afirma que a redurio das Metrópoles em parceria com TRABALHO Por mais que tenham ção da desigualdade se explica principalmente pelo aumento o laboratório efeito as políticas de da renda do de estudos PA trabalho — das Pucrs Data transferência de rendª, camadas mais Socil e a oprincipalfatoréo — pobres.
RedODSAL emprego QS ganhos
(Rede — de subiram — em Observató- meio a um cerios da Dívida Social na Amé- - nário de recuperação do emrica Latina). prego e reajuste real do salário A queda dos indicadores,
contudo, não significa que os contrastes tenham desaparecido dos grandes centros urbanos do paiís.
Sinal disso é que, em 2024,
os 10% mais ricos ainda ganhavam o equivalente a 15,5
vezes o rendimento dos 40%
mais pobres nas regiões metropolitanas. Os valores foram estimados em R$ 104 mil e R$
670 per capita (por pessoa),
mínimo. O pagamento de benefícios sociais, como o Bolsa Família, também influencia o quadro, mas de modo secundário, de acordo com o professor.
“Por mais que tenha um efeito das políticas de transferência, o principal fator, de longe, é a renda do trabalho.
É um crescimento mais forte para quem está na base da pirâmide!”
Pobreza ainda tem um SP 25 W T
Arquivo
Boa parte da renda se concentra em pequenos grupos
O quadro segue “muito ruim” em termos de distribuição de renda N A proporção de pessoas que viviam em situação de pobreza nas metrópoles caiu de 23,4% em 2023 para 19,4%
em 2024. Foi a primeira vez que a taxa ficou abaixo de 20% na série do boletim.
Em termos absolutos, a população em condição de pobreza foi estimada em 16,5
milhões em 2024, outra mínima do levantamento. O número indica que 9,5 milhões saíram dessa situação desde o pico de 26 milhões em 2021. “É muita gente,
é uma grande metrópole”, diz Salata. Já
9,5 milhões deixam a pobreza desde 2021
a extrema pobreza nas regiões metropolitanas diminuiu de 3,6% em 2023 para
3,3% em 2024. A taxa do ano passado ficou próxima da mínima da série
encontrada em 2013 e 2014. Em termos absolutos, a população em condição de extrema pobreza foi calculada em quase
2,9 milhões. O número caiu pela metade se comparado ao pico de 5,7 milhões, registrado em 2021. Em valores mensais de
2024, a linha de pobreza é de R$ 692,54. Já a de extrema pobreza é de R$ 217,37.
patamar elevado nas metrópolis Marcelo Ribeiro, coordenador do núcleo do Rio de Janeiro do Observatório das Metrópoles, afirma que a desigualdade segue em um patamar “muito elevado” nas regiões metropolitanas, já que o Gini permanece acima de 0,5, mesmo com a minima em 2024.
“Boa parte da renda se concentra em pequenos grupos da sociedade”, diz Ribeiro, que também é professor do IPPUR
(Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da UFRJ).
O movimento verificado nas regiões metropolitanas espelha o encontrado no país como um todo. Isso porque o Gini atingiu a mínima de 0,506 no Brasil em
2024, conforme dados divulgados em maio pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
“Se você pegar países mais igualitários, os nórdicos, o Gini está na casa de 0,25, algo assim.
Nos Estados Unidos, fica na casa de 0,40. Em alguns países europeus, em 0,30”, afirma Salata. “A gente vê que a desigualdade nas regiões metropolitanas é ainda maior do que no país [Brasil]
como um todo.”
O boletim utiliza microdados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE. As informações abrangem as 22 principais áreas metropolitanas no Brasil.
Forbes divulga ranking dos dez bilionários mais ricos rasília - Os dez maiores Bbílionários do mundo,
segundo a revista Forbes, viram sua riqueza combinada aumentar em USS$ 201
bilhões 1,06 trilhão) no último mês, impulsionados sobretudo pela valorização das ações nos Estados Unidos. Juntos, eles acumulam agora US$
2,35 trilhões 12,5 trilhões).
No topo está Elon Musk,
que ampliou sua fortuna em US$ 835 bilhões 399 bilhões) após a valorização de
33% das ações da Tesla. Com isso, o empresário atingiu US$
499,1 bilhões 2,6 trilhões)
e foi o primeiro indivíduo da história a alcançar meio trilhão de dólares em patrimônio.
O segundo lugar ficou com Larry Ellison, cofundador da Oracle, que viu sua riqueza crescer US$ 79,8 bilhões
423 bilhões) e chegar a US$
350,7 bilhões 1,86 trilhão).
Já o fundador da Meta, Mark Zuckerberg, aparece em terceiro, com US$ 245,8 bilhões
1,33 trilhão), apesar de registrar perda de USS$ 7,2 bilhões no mês.
Entre os destaques está o cofundador da Nvidia, Jensen Huang, único a subir posições no ranking, da 9º para a 7º colocação, graças à valorização de 7% das ações da fabricante de chips.
Segundo a Forbes, como os preços das ações variam, esses patrimônios também se alteram diariamente.
Sete dos dez nomes têm fortunas construídas em tec nologia, o que reforça a concentração do poder econômico global no setor. O Top
10 não tem mulheres; a única mulher entre os 15 mais ricos do planeta é Alice Walton,
herdeira do Walmart, com patrimônio de US$ 110,9 bilhões 589,6 bilhões).

