(0:01) Jovens de várias idades tomaram as ruas do centro do Recife hoje para chamar a (0:07) atenção para a exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação faz parte (0:12) da campanha nacional faça bonito. (0:16) O som dos hábitos ecoa pelo centro do Recife.
No meio da caminhada, vozes e (0:22) cartazes tentam chamar a atenção para um crime que muitas vezes acontece em (0:26) silêncio. Cada passo dessa caminhada carrega um recado urgente. É preciso (0:31) proteger crianças e adolescentes da violência e da exploração sexual.
(0:35) Que as pessoas já aprendam mais a identificar sinais de possíveis abusos, (0:40) que saibam denunciar, que entendam como é que funciona o sinais de alerta e (0:45) conscientize mais pessoas sobre essa causa que a gente está movimentando. (0:49) A caminhada saiu da Avenida Dantas Barreto em direção ao Marcos Zero. No meio (0:53) da mobilização, jovens aprendizes tomaram as ruas para conversar com a (0:57) população.
O que já deu para aprender com essa caminhada aí e com esse (1:01) projeto que vocês estão participando hoje? (1:06) Respeito, educação, aprender como respeitar as pessoas. (1:11) Só no ano passado, Pernambuco registrou mais de 1.600 casos de violência (1:15) sexual contra crianças e adolescentes. Mais da metade das vítimas tinha entre (1:20) 10 e 14 anos e 7 em cada 10 casos aconteceram dentro de casa.
(1:25) A ação de hoje faz parte da campanha nacional Faça Bonito, um movimento que (1:31) existe há mais de duas décadas e busca romper o silêncio em torno da violência (1:35) sexual contra crianças e adolescentes. Aqui em Pernambuco, a caminhada é (1:39) organizada pelo ESPRO, ensino social profissionalizante, em parceria com (1:43) o Fórum Pernambucano de Aprendizagem. Boa parte dos jovens que (1:47) participaram moram em comunidades e encontrou no Programa de (1:50) Aprendizagem do ESPRO a primeira oportunidade de emprego.
(1:53) A gente está fechando maio com o trabalho que nós fizemos sobre o (1:57) combate, a exploração sexual de crianças e adolescentes. Então é o (2:01) fechamento de um trabalho que a gente faz aqui dentro do ESPRO, trabalhando com (2:04) jovens não só a inserção no mercado de trabalho, mas a informação (2:08) e também a proteção deles. No cartaz, uma flor amarela, símbolo da (2:12) campanha Faça Bonito, um desenho que lembra infância, cuidado e (2:16) proteção.
Luana e Wellington carregam os dizeres com orgulho. (2:20) É o nosso dever proteger as crianças e principalmente aquelas (2:23) que são totalmente vulneráveis, todas as crianças são vulneráveis, (2:25) aliás, e é nosso papel como sociedade. Nós como sociedade temos (2:29) o dever de vermos uma criança que está parecendo, dando sinais que (2:33) está com alguma coisa, a gente tem que intervir, todos nós, é um (2:36) dever da nossa sociedade como geral.
Aos 19 anos, Sofia leva a (2:40) ideia que a mensagem precisa chegar longe. Ela é jovem aprendiz, (2:44) representante da turma dela no ESPRO e defende que o (2:47) enfrentamento à violência começa com atenção, escuta e coragem (2:51) para não se calar. As pessoas têm que entender que não é (2:54) simplesmente uma opinião, é uma causa que a gente está representando (2:58) aqui no Recife, a gente quer que todo mundo saiba que isso é um (3:01) crime e que todo jovem e criança deve ser respeitado, deve ser (3:05) respeitado não, deve ser respeitado as suas escolhas e que (3:09) todo mundo saiba de cabeça em pé, de que o jovem tenha (3:11) suas próprias escolhas e que o abuso é um crime.
(3:15) O telefone para denúncias contra a violência e exploração (3:19) sexual contra crianças e adolescentes é o disc 100. (3:24) Uma mulher de 54 anos que foi

