0 professor defende a criação de um sistema único e a introdução de uma unidade de valor para facilitar a transição, uma vez que a Previdência enfrenta 0 desafio fiscal e demográfico professor sênior da FEA/ USP coordenador do Salariômetro da Fipe, Hélio Zylberstajn, apresentou nesta quarta-feira, 21, durante o 47° Congresso Brasileiro de Previdência Privada (47° CBPP), da Abrapp, em São Paulo, uma proposta de "reforma radical" da Previdência Social, com foco em unificação de regimes e ampliação da cobertura para trabalhadores hoje fora dosistema. temos de fazer nova reforma justa inclusiva", disse. Segundo Zylberstajn, a ideia se apoia em cinco pontos quatro pilares, com criação de um sistema único e introdução de uma unidade de valor para facilitar a transição. Ele argumentou que a mudança se justifica por três desafios principais da Previdência no País: O fiscal, o demográfico e O do mercado de trabalho. No diagnóstico fiscal, O professor afirmou que a Previdência responde por parcela elevada do gasto público. "Metade das despesas do Brasil vai para a Previdência", disse, estimando o custo em 12% do PIB. Do lado demográfico, apontou o envelhecimento acelerado da população. Já no mercado de trabalho, chamou para redução do emprego formal e O avanço de vínculos não assalariados, o que exige, segundo ele, redesenho do sistema para incorporan autônomos, informais, MEIs e PJs. "Temos cada vez menos assalariados", afirmou. Entre os cinco pontos listados, Zylberstajn defendeu convergência dos regimes existentes para um sistema único que englobe servidores públicos, militares, trabalhadores estatutários e beneficiários do INSS. Ele também mencionou a unificação envolvendo RPPS, comdesenho "não contributivo" em parte do arranjo. professor propôs ainda um modelo mais inclusivo para trabalhadores por conta própria informais, com máximo Zylberstajn: "metade das despesas do Brasil vai para a Previdência, que tem um custo total de 12% do PIB" de aposentadoria de 3.600 aos 70 anos, para todos, preservando renda para aposentados dentro desse limite. Aarquitetura sugerida prevê quatro pilares. O primeiro seria uma renda básica do idoso de R$ 900 descrita como "um quarto do benefício" garantida a todo brasileiro ao completar 70 anos, mediante apresentação de certidão de nascimento. Para pessoas com defici- (PCDs), participação reria mediante comprovação da condição "desde nascimento", segundo o professor. O segundo pilar seria um benefício contributivo por capitalização e terceiro, um benefício contributivo por repartição de 2.700, chamado por ele de BCR. Combinado ao pilar de renda básica, O desenho chega ao valor total de referência de 3.600. Para a migração entre O modelo atual e 0 proposto, Zylberstajn sugeriu criar uma espécie "URV" previdenciária, batizada de Unidade Previdenciária de Valor (UPV), como instrumento de transição. A proposta prevê contribuiçãode 8%sobre um "valor-base", inferior às alíquotas hoje praticadas, com pagamento pelo trabalhador. "Precisamos ser menos ambicioso, achatar o sistema e alargá-lo", afirmou, ao defender que a redução da carga individual viria acompanhada de ampliação do contingente contribuintes, especialmente entre não assalariados. Zylberstajn também incluiu alterações no FGTS. Pela proposta, a conta deixaria de ser interrompidaquandootrabalhador troca de empresa e passaria ser remunerada taxas de mercado, como forma de desincentivar saques. Ele sugeriu ainda a possibilidade de saques programados: trabalhador poderia sacar até três vezes ao ano, a cada três meses; se não retirar os recurSOS, saldo seria ajustado pelas taxas de mercado. Além disso, trabalhador poderia contratar um seguro dentro dessa conta, segundo o professor.
Zylberstajn propõe reforma com a unificação do regime previdenciário

